viernes, 15 de junio de 2018

COLÓN , MÁS QUE UN DESCUBRIDOR: SUS CARTAS DE MAREAR(I).


   Conociendo a Cristobal Colón como descubridor de "las Indias", también seria interesante realizar un profundo estudio de otras facetas casi desconocidas o poco reconocidas del propio descubridor.

   Entre ellas,destacamos el arte de crear Cartas de Marear

   Si observamos , en uno de sus escritos lo refleja bastante bien:

   "... Ya pasan de cuarenta años que yo voy en este uso. Todo lo que fasta hoy se navega, todo lo he andado. 

  Trato y conversación he tenido con gente sabia, eclesiásticos y seglares, latinos y griegos, judíos y moros, e con otros muchos de otras sectas

  A este mi deseo fallé a Nuestro Señor muy propicio, y hube de Él para ello espíritu de inteligencia. 

  En la marinería me hizo abundoso; de astrología me dio lo que abastaba, y ansí de geometría y aritmética; y ingenio en el ánima y manos para DIBUJAR ESFERA, y en ellas las cibdades, ríos y montañas, islas y puertos, todo en su propio sitio.

  En este tiempo he yo visto y puesto estudio en ver de todas escrituras , cosmografia , historias , crónicas y filosofia y de otras artes.."


jueves, 31 de mayo de 2018

PAGOS A CRISTOBAL COLON ANTES DE 1492.

Relación de varias cantidades de maravedís, dadas de orden de los Señores Reyes á Cristóbal Colon, antes y al tiempo de su primer viage á Indias. 

1D. Tomas González, del Consejo de S. M., Dignidad de  Maestrescuela y Canónigo de la Santa Iglesia Catedral de Plasencia, Académico correspondiente de la Historia, Comisiona~ do especial por el Rey nuestro Señor para el reconocimiento, arreglo y despacho del Real Archivo de Simancas &c. Certifico que en un libro de cuentas de Francisco González de Sevilla, Tesorero de los Señores Reyes Católicos, entre otras partidas de la Data correspondiente á los años de 1485 á 1489 hay las siguientes:

 "En dicho dia (5 de Mayo de 1487) di á Cristóbal Colomo, extrangero, tres mil maravedís, que está aquí faciendo «algunas cosas complideras al servicio de sus Altezas, por cédula de Alonso de Quintanilla, con mandamiento del Obis»po (de Palencia)"

  NOTA. Cuando se mandaba dar dinero á alguna persona que entendía ó cuidaba de algún negocio reservado, ó que no se habia hecho, ni convenía todavía hacerse público, se decía siempre: para ciertas cosas complideras al servicio de sus Altezas. 

  " En 27 de dicho mes (Agosto de 1487 ) di á Cristóbal Colomo cuatro mil maravedís para ir al Real(Estaba el Real sobre Málaga, cuyo sitio duró desde 7 de Mayo hasta 18 de Agosto de 1487, en que se entregó la ciudad; pero los Reyes permanecieron algunos días después en una tienda que hicieron colocar cerca de la puerta de Granada), por mandado de sus Altezas, por cédula del Obispo y de distinta letra continúa así:) 

  "Son siete mil maravedís con tres mil que se le mandaron dar para ayuda de su costa por otra partida de 3 de Julio"

 "«En dicho dia (15 de Octubre de 1487) di á Cristóbal Colomo cuatro mil maravedis que sus Altezas le mandaron dar para ayuda á su costa por cédula del Obispo."
"En 16 de Junio de 1488 di á Cristóbal Colomo tres mil maravedis por cédula de sus Altezas"

 En otro libró de cuentas de Luis de Santangel y Francisco Pinelo , Tesoreros de la Hermandad desde el año 1491 hasta el de 1493 en el finiquito de ellas, se lee la partida siguiente: 

"Vos fueron recibidos é pagados en cuenta un cuento é ciento é cuarenta mil maravedís que distes por nuestro manda» do al Obispo de Avila, que agora es Arzobispo de Granada, para el despacho del Almirante D. Cristóbal Colon." ; 

En otro libro de cuentas de García Martinez y Pedro de Montemayor de las composiciones de Bulas del Obispado de Palencia del año de 1484 en adelante, hay la partida siguiente:
"„ Dio y pagó mas el dicho Alonso de las Cabezas (tesorero de la Cruzada, en el Obispado de Badajoz por otro librámiento del dicho Arzobispo de Granada, fecho 5 de Mayo de 92 años, á Luis de Santangel, Escribano de Ración del »Rey nuestro Señor, é por él á Alonso de Ángulo, por virtud de un poder que del dicho Escribano de Ración mostró, en el cual estaba inserto dicho libramiento, doscientos mil maravedis, en cuenta de cuatrocientos mil que en él, en Vasco de Quiroga, le libró el dicho Arzobispo por el dicho libramiento de dos cuentos seiscientos cuarenta mil maravedís que hobo de ñ haber en esta manera : un cuento y quinientos mil maravedíspara pagar á D. Isag Abrahan por otro tanto que prestó á sus Altezas para los gastos dé la guerra, é el un cuento ciento cuarenta mil maravedís restantes para pagar al dicho Escribanno de Ración en cuenta de otro tanto que prestó para la paga de las carabelas que sus Altezas mandaron ir de armada á las Indias, é para pagar á Cristóbal Colon que va en la dicha armada." 

Concuerda literalmente con las partidas originales, y lo firmo. Simancas en el Archivo Real 15 de Noviembre de 1824. = Tomas González.

miércoles, 30 de mayo de 2018

REY DE PORTUGAL ALFONSO V EN 1476-1477: LIBRO-LECTURA.

"....

    De como romperam as batalhas, e as do Príncipe venceram as d´El- Rei D. Fernando, e a d'El Rei D. Fernando venceu a d´El- Rei D. Afonso, que se recolheu a Crasto Nunho, e do mais que se seguiu até fim da batalha

    E postas e ordenadas com espantosa vista as azes de uma parte e da outra para encontrar, sendo já casi sol posto, El-Rei mandou dizer ao Príncipe que com sua benção rompesse logo, o qual por lhe obedecer e cumprir o que tanto desejava, depois de em ambas as batalhas se fazer pelas trombetas sinal de batalha, elle e assi seus capitães com singular destreza e maravilhoso esforço, deram assi rijamente nas batalhas contrairás, que nem podendo ellas soffrer nem resistir tanta força, logo uma após outra foram desbaratadas e postas em fugida. 

   E para aquella hora ante da peleja deu o Príncipe á sua gente por apellido S. Jorge e S. Christovâo, S. Jorge por padroeiro de Portugal, e S. Christovâo por devoção de Jorge Corrêa, commendador do Pinheiro, que na mesma hora lh'o lembrou ; era alferes do Príncipe que levava sua bandeira Lourenço de Faria, homem fidalgo, que n'este dia e em todo los outros por sua obediência e esforço o fez como bom cavalleiro, e o Príncipe por tal o reconheceu sem pre.

    E assi como as batalhas do Príncipe no desbarato fizeram a estas d'El Rei D. Fernando, assi a batalha grande d'El-Rei D. Fernando fez na d'El-Rei D. Affonso, que sem alguma força nem resistência a rompeu logo, e destroçou com damno e mortes de muitos, e não foi sem causa ser assi, porque na batalha do Principe era a frol dos fidalgos e nobre gente de Portugal, que falleceram n'esta d'El-Rei D. Affonso, e mais na batalha d'El-Rei D. Fernando vinha muita e mui grossa gente d'armas eucubertados, além dos ginetes, e mais lançaram diante de si uma gram soma d'espingardeiros, que ao romper fizeram com seus tiros fronteiros duvidar e enfiar os cavallos e a gente da batalha d'El-Rei D. Affonso. 

  Na qual sendo elle com sua bandeira dos dianteiros, acharamse com elle ao tempo do encontrar -mui poucos, entre os quaes eram D. Gomez de Miranda, Prior de S. Marco em Castella, e Bispo que depois foi de Lamego em Portugal. 

  E por tanto vendo-se em alguma maneira da victoria desesperado, conveio-lhe volver e procurar por sua salvação, parecendo-lhe que pois a sua batalha onde a mais força estava fora desbaratada, que a do Principe seu filho em que havia menos gente e de que não havia vista nem recado, também seria perdida. 

  Pelo qual havendo já suas cousas por chegadas ao derradeiro estremo de desaventura, vendo já diante entre si e a ponte de Touro muita gente contrairá, crendo que sem ser morto ou preso se não podia já á dita ponte recolher, foi aconselhado por Pedralvares de Souto-Maior, conde de Caminha, e por João de Porras, e por outros poucos que o sempre acompanharam, que por aquella noite se acolhesse á fortaleza de Crasto Nunho, que estava por elle, e assi o fez. 

COLON CORSARIO FRANCIA 1476 : LIBRO-LECTURA (II).

De como El-Rei partio de Lisboa para França, e da maneira em que foi até se ver com El-Rei de França

    Ecom esta determinação se partiram, e ajuntaram todos a Lisboa, onde xvi navios para a embarcação d'El Rei foram logo prestes, dos quaes se aparelhou uma urca para sua pessoa, em que embarcou no mez de Agosto com dois mil e dozentos homens, em que iam quatrocentas e oitenta pessoas a que em terra eram ordenadas encavalgaduras, alem d'outra gente de pé, e com vento de viagem arribou em Lagos, onde Cullam, famoso cossairo frances certificado já das amizades e lianças d'estes reinos com França, andando poderoso no mar, veio alli fazer reverença a El-Rei, que o recebeu com grande honra e mui graciosamente, e além do assinado serviço que o dito Cullam lhe tinha já feito, em ser em sua ajuda no descerco de Ceuta, quando então dos castelhanos e dos mouros fora juntamente cercada como se dirá, ainda ficou de concerto andar d'armada em seu favor contra Castella, para que se ajuntou com Pedro de Tayde, fidalgo português, que com a nâo grande que se dizia a Lopiana, e com outros navios, de mandado d'El-Rei andaram também d'armada.

BATALLA DE TORO : PEDRO ALVAREZ DE SOTOMAYOR (II).

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   ...De como romperam as batalhas, e as do Príncipe venceram as d´El- Rei D. Fernando, e a d'El Rei D. Fernando venceu a d´El- Rei D. Afonso, que se recolheu a Crasto Nunho, e do mais que se seguiu até fim da batalha

    E postas e ordenadas com espantosa vista as azes de uma parte e da outra para encontrar, sendo já casi sol posto, El-Rei mandou dizer ao Príncipe que com sua benção rompesse logo, o qual por lhe obedecer e cumprir o que tanto desejava, depois de em ambas as batalhas se fazer pelas trombetas sinal de batalha, elle e assi seus capitães com singular destreza e maravilhoso esforço, deram assi rijamente nas batalhas contrairás, que nem podendo ellas soffrer nem resistir tanta força, logo uma após outra foram desbaratadas e postas em fugida. 

   E para aquella hora ante da peleja deu o Príncipe á sua gente por apellido S. Jorge e S. Christovâo, S. Jorge por padroeiro de Portugal, e S. Christovâo por devoção de Jorge Corrêa, commendador do Pinheiro, que na mesma hora lh'o lembrou ; era alferes do Príncipe que levava sua bandeira Lourenço de Faria, homem fidalgo, que n'este dia e em todo los outros por sua obediência e esforço o fez como bom cavalleiro, e o Príncipe por tal o reconheceu sem pre.